O melhor dos inúmeros jovens talentos da noite foi o Di Luna cantado por Mario Solimene. Sua preferência por beleza de timbre sobre caracterização conferiu um tom menos perverso ao personagem, e ele é uma voz destinada a importantes arenas.”- The Opera Magazine (Grã-Bretanha)

Mario Solimene é Advogado Civilista e Cantor Lírico internacional. Nasceu em São Paulo de uma família de raízes italianas e desde muito cedo foi exposto à tradição lírica dos 'oriundi': sua mãe ostenta com orgulho o sobrenome Caruso e, de fato, possui uma bela voz de soprano dramático - a qual sempre se fez ouvir por toda a vizinhança. Mario, então estudante de Direito do Largo de São Francisco (onde se formou em 1994), decidiu investir mais seriamente na música como carreira paralela e iniciou seus estudos como aluno particular do Professor Carlos Vial em 1996. No ano seguinte ingressou na Escola Municipal de Música de São Paulo, onde continuou o trabalho sob os cuidados do mesmo orientador até a conclusão do curso, com distinção, em 2002.

Vencedor por dois anos consecutivos da Bolsa Vitae de Musica (2003 e 2004), completou sua formação, novamente com honras, na Royal Northern College of Music (Manchester, Inglaterra) obtendo o título de Pós-Graduado (2004) e Mestre de Música - Performance (2005), sempre sob a orientação de Patrick McGuigan. Ao mesmo tempo passou a desenvolver seu repertório de concerto e ópera com Paul Wynne Griffiths, do Royal Opera House, Covent Garden. Aperfeiçoou-se ainda em Master Classes de artistas internacionais - incluindo Sir Thomas Allen, Sir John Tomlinson, Paolo Gavanelli, Ileana Cotrubas e John Fisher – e recebeu importantes prêmios em canto, incluindo a já mencionada Bolsa Vitae de Música (2003 e 2004) The Rose Goulding Scholarship (por dois anos seguidos, 2003 e 2004), The Anne Ziegler Award(2004), The John Cameron Prize for Lieder (2004) e The William McLeod Johnstone Prize for Male Singers (2005).

Barítono dramático de timbre ”radiante e de cores italianas” (Volksstimme), seu repertório engloba desde operas de Verdi (FalstaffDi Luna em Trovatore, Germon Père em Traviata) e Puccinni (Gianni SchicchiScarpia em Tosca, Sharpless em Madame Butterfly, Schaunard em La Boheme), até os papéis-título das obras de Mozart (como Don Giovanni e Fígaro). Mario Solimene tem se destacado em Concertos e Operas pela Europa, América do Sul e Ásia, tendo atuado em casas como The Welsh National Opera (WNO), Opera North e o Royal Albert Hall de Londres. De 2009 a 2013 foi solista residente da Opera de Madgeburg, na Alemanha. Trabalhos recentes incluem Schaunard em La Boheme, dirigida por Sam West, regência de Nicholas Collon, encenada em Israel e Palestina; Albert em Werther, dirigido por Walter Sutcliffe e regência de Rudolph Piehlmayer; Alidoro em La Cenerentola, dirigido por Anette Leistenschneider e regência de Michael Balke; Sharpless em Madame Butterfly, dirigido por Olivia Fuchs com regência de Kimbo Ishii Eto; os quatro vilões (Lindorf, Coppélius, Miracle, Dapertutto) nos Contos de Hoffmann (em alemão), dirigido por Christian von Götz, também regida por Kimbo Ishii Eto; Peter em Hänsel und Gretel, com regência de Michael Balke e direção de Karen Stone; e Leporello em Don Giovanni, para o Goethe Teather Bad Lauchstädt, regência de Pawel Poplawsky e concepção de Alfred Kirchner.

Mario Solimene continua suas atividades como Advogado em São Paulo, onde desde 1991 é membro de Rezende Neto Advogados Associados, escritório de Advocacia de São Paulo. Formado pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, é especializado em Direito Civil e Direitos Homoafetivos.